Crianças de até 6 anos com hemofilia A passam a contar com uma opção de tratamento menos invasiva no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde aprovou o protocolo nacional para uso do medicamento emicizumabe nesse público, em portaria publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira (15).
O remédio é indicado para pacientes que não desenvolveram inibidores do fator VIII, a proteína de coagulação deficiente em quem tem a doença. A principal diferença está na forma de aplicação: o emicizumabe é administrado por via subcutânea, ou seja, sob a pele, enquanto a terapia tradicional exige infusões intravenosas do próprio fator VIII.
De acordo com o Ministério da Saúde, a nova terapia pode reduzir a frequência dos sangramentos, uma das principais complicações enfrentadas pelos pacientes com hemofilia.
O protocolo estabelece os critérios de diagnóstico, de inclusão e de exclusão de pacientes, além das condições para o tratamento na rede pública. O documento completo será disponibilizado no site do Ministério da Saúde, na seção de Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT).
A medida amplia as alternativas de cuidado oferecidas pelo SUS a crianças com hemofilia A e a suas famílias, que passam a ter acesso a uma forma de aplicação mais simples do que a das infusões na veia. Pais e responsáveis devem buscar orientação no serviço de saúde que já acompanha o paciente.
Foto: Reprodução/Cada Minuto

