Quase metade dos municípios brasileiros está em alerta ou risco para o Aedes aegypti

Redação

12 de outubro de 2026

Quase metade dos municípios brasileiros apresenta índices de alerta ou de risco para o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e da zika. O dado é do 2º ciclo do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre maio e agosto e divulgado pelo Ministério da Saúde.

Dos 3.732 municípios que enviaram informações ao governo federal, 49,2% estão nessas faixas. Mesmo com a presença do mosquito, os casos caíram em relação ao ano passado. Até 26 de setembro, foram 470,5 mil casos prováveis de dengue, contra 1,5 milhão no mesmo período de 2025, queda de cerca de 70%. Chikungunya teve redução de 43% e zika, de 35%.

O levantamento também mostra onde estão os criadouros. Vasos e pratos de plantas, garrafas e pequenos recipientes respondem por 42,3% dos focos; reservatórios de água, como caixas d’água, tonéis e cisternas, por 26,1%; e pneus e lixo, por 23%. No Nordeste, predominam os focos em caixas d’água e reservatórios.

Entre as ações citadas pelo ministério estão a ampliação dos agentes comunitários de saúde, o uso de ovitrampas em cerca de 2 mil municípios, a borrifação residual dentro das casas, as estações disseminadoras de larvicida e o método Wolbachia. O governo também menciona o avanço do El Niño como motivo para antecipar as medidas antes do verão.

Foto: USDA/Domínio público, via Wikimedia Commons

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