Em comunicado, o ministro do Interior marroquino, Abdelouafi Laftit, atribuiu a onda de travessias em massa a disseminacao de informacoes falsas nas redes sociais, a atuacao de redes de trafico humano e a interpretacao equivocada de uma decisao judicial espanhola sobre devolucao de migrantes interceptados no mar.
Segundo o ministro, ao menos 40 mil pessoas tentaram atravessar para Ceuta e 11 morreram nas tentativas, numero bem inferior ao divulgado pela Espanha, que fala em 72 vitimas fatais e cerca de 50 mil imigrantes. O presidente do governo de Ceuta afirmou que o necroterio local recebeu 88 corpos.
A explicacao marroquina coincide com a do premie espanhol Pedro Sanchez, que atribui a onda migratoria a uma leitura distorcida de decisao do Tribunal Supremo da Espanha, espalhada por redes de trafico humano. Criticos, porem, acusam o Marrocos de reduzir deliberadamente a vigilancia na fronteira em meio a tensoes com Madri sobre o Saara Ocidental.
A crise mobilizou a Uniao Europeia: 22 paises pediram resposta coordenada para reforcar as fronteiras externas do bloco, e a Italia suspendeu por um mes as regras de livre circulacao do Schengen para viagens vindas da Espanha.
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