Maceió confirmou 33 casos de meningite em 2026, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde divulgados em 5 de outubro, Dia Mundial de Combate à Meningite. Do total, 14 são de doença meningocócica causada pelo sorogrupo B, com cinco mortes registradas na capital.
O cenário acende um alerta em Alagoas. De acordo com informe epidemiológico do Ministério da Saúde, o estado teve, no primeiro semestre, o terceiro maior coeficiente de incidência de doença meningocócica do país, atrás apenas do Pará e do Amazonas. Em todo o Brasil, foram registradas 781 mortes por meningite, 537 delas por meningites bacterianas.
A doença meningocócica é provocada pela bactéria Neisseria meningitidis e é considerada uma emergência médica. A infectologista Raquel Guimarães explica que o quadro pode evoluir em poucas horas e, em alguns casos, de forma fulminante, se não for reconhecido e tratado a tempo.
Os principais sinais de alerta são febre alta repentina, geralmente acima de 38 °C, dor de cabeça forte e persistente, rigidez na nuca — com dor ou dificuldade para encostar o queixo no peito — e manchas vermelhas ou roxas na pele. Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento de urgência imediatamente, sem confundir o quadro com uma virose comum.
As vacinas estão disponíveis na rede pública, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Pais e responsáveis devem manter a caderneta de crianças e adolescentes em dia, e adultos devem buscar orientação sobre as doses indicadas para a sua faixa etária.
Foto: Reprodução/Tribuna do Sertão

