A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, informou na noite desta quarta-feira (21) que o petista aceitou as condições impostas pelo adversário, Flávio Bolsonaro (PL), para a quebra dos sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos e de seus parentes.
Mais cedo, Flávio havia enviado manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizando o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que Lula ampliasse o alcance da medida. Entre as exigências estão a inclusão de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto e os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula. O candidato do PL classificou o pedido do petista como uma “verdadeira aberração jurídica”.
Segundo o coordenador da campanha de Lula, Camilo Santana, a resposta será protocolada no TSE nesta quinta-feira (22), às 11h. Ele afirmou que o mesmo horário é o prazo para que Flávio abra seus dados. As petições das duas campanhas foram encaminhadas ao ministro André Mendonça, relator do caso.
O desafio foi lançado por Lula durante o debate de domingo (18). O segundo turno da eleição presidencial será realizado neste domingo (25).
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

