Medidas foram solicitadas pelo Ministério Público durante audiência de custódia do policial civil suspeito de matar dois colegas dentro de viatura em Delmiro Gouveia.
Por Rebecca Moura Souza, g1 Alagoas
- Além da quebra de sigilo e exames, a Justiça autorizou a coleta de imagens de câmeras de segurança e a oitiva de testemunhas.
- O suspeito Gildate Goes, de 61 anos, foi encontrado com falas desconexas. Ele alegou não se recordar dos fatos após beber com as vítimas.
- A Polícia Civil investiga a motivação do crime, ressaltando que os policiais não tinham histórico de conflitos e eram considerados amigos.
- A prisão em flagrante do policial foi convertida em preventiva. Ele será transferido para Maceió para realizar exames psicológicos.
Duplo homicídio de policiais civis: polícia trabalha para chegar à motivação
A Justiça de Alagoas autorizou a quebra do sigilo telefônico e a realização de exames toxicológicos no policial civil suspeito de matar dois colegas de trabalho dentro de uma viatura, em Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas.
As medidas foram solicitadas pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) durante a audiência de custódia realizada na quarta-feira (20). O g1 tenta contato com a defesa do policial suspeito do crime.
O suspeito do crime é o policial civil Gildate Goes, de 61 anos. As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47. Os dois foram mortos a tiros dentro da viatura policial.
Segundo o MPAL, a Justiça também autorizou o levantamento de imagens de câmeras de segurança da região e a oitiva de testemunhas. Serão realizadas diligências na cidade de Piranhas, após informações de que o suspeito e as vítimas teriam ingerido bebida alcoólica juntos antes do crime.
O promotor de Justiça Dênis Guimarães, da 1ª Promotoria de Delmiro Gouveia, esteve na Delegacia Regional para acompanhar as primeiras investigações.
Ainda durante a audiência de custódia, a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva, ou seja, ele permanecerá preso enquanto o caso é investigado.
A motivação do crime ainda é investigada pela Polícia Civil. Segundo o delegado-geral adjunto, Eduardo Mero, os policiais não tinham histórico de conflitos. Em coletiva anterior, ele afirmou que os três eram considerados “amigos e irmãos”.
Crime
Um policial civil foi preso na madrugada desta quarta-feira (20), suspeito de matar dois colegas de corporação dentro de uma viatura policial, na cidade de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas. A Polícia Civil investiga o caso.
O suspeito foi identificado como Gildate Goes, de 61 anos. A motivação do crime não foi informada. As vítimas foram identificadas como Yago Gomes Pereira, de 33 anos, natural de Sergipe, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47 anos, natural de Pernambuco. Eles foram mortos com tiros na cabeça.
Familiares de policiais civis mortos sofrem com a perda e pedem justiça
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL), o crime aconteceu na Rua Floriano Peixoto, no centro da cidade. Além dos militares, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foram ao local, mas Yago Gomes e Denivaldo Jardel já estavam mortos.l
Gildate Goes foi preso em casa e, segundo a polícia, apresentava falas desconexas. A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Alagoas.
Suspeito alega ‘apagão’
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Durante a coletiva, o delegado informou que os três policiais jantaram juntos e ingeriram bebida alcoólica em Piranhas horas antes do crime. O suspeito relatou à polícia que não se lembra do que aconteceu após deixarem a cidade.
Ele afirmou apenas que recorda ter passado a direção da viatura para Yago e ido para o banco traseiro descansar. Depois disso, disse que só voltou a ter consciência quando já estava fora do veículo, caminhando por Delmiro Gouveia.
A polícia informou que o suspeito foi encontrado na casa da companheira e preso em flagrante poucas horas após o crime. Ele foi transferido para Maceió, onde deve passar por exames psicológicos.
Uma comissão de delegados foi designada para investigar o caso. “Todas as providências estão sendo realizadas para que se descubra a motivação desse crime, que até agora não está esclarecida”, disse o delegado Antonio Carlos Lessa.
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