A França voltou a registrar manifestações neste sábado (24) contra o alto custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. Os atos ocorreram em Paris e em outras cidades, como Lyon e Orléans, uma semana depois de protestos que terminaram em alguns dos piores distúrbios dos últimos anos no país, com tumultos e saques.
Para conter novos confrontos, o governo francês montou um forte esquema de segurança. Até o início da tarde, 135 pessoas haviam sido presas em todo o país, muitas delas após revistas preventivas que encontraram fogos de artifício, esferas de rolamento e outros objetos. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou que a operação seria longa.
Em Paris, a marcha principal foi pacífica, mas a cidade amanheceu com lojas protegidas por tapumes. Museus como o Louvre e o Musée d’Orsay, além da Ópera, ficaram fechados, e mais de 20 estações de metrô foram interditadas.
O trajeto da marcha só foi definido após uma disputa judicial, e uma ordem policial de última hora afastou os manifestantes do centro da capital. Líderes de esquerda, entre eles Jean-Luc Mélenchon, criticaram a mudança.
Em Lyon, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. Em Orléans, uma marcha autorizada protestou de forma pacífica contra um congresso do partido Reagrupamento Nacional, de Marine Le Pen.
Foto: Roland Godefroy/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — imagem ilustrativa

