A Medida Provisória 1.394/2026, publicada pelo Governo Federal no fim de setembro, proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas de quota fixa no país e já preocupa os clubes de Alagoas. CRB e ASA tinham casas de apostas como patrocinadoras principais, segundo reportagem da Gazeta de Alagoas.
De acordo com o levantamento, os aportes das bets a clubes e federações brasileiros passam de R$ 1 bilhão por ano. Em fevereiro, o CRB havia anunciado um patrocínio máster com uma casa de apostas, tratado como o maior acordo privado da história do clube.
O presidente do CRB, Mário Marroquim, afirmou que o fim das bets atinge de imediato o planejamento, porque esses recursos sustentam orçamentos, competições e até cotas de TV. Ele defende um estudo detalhado, regulamentação e a revogação da MP.
Já o presidente do ASA, Rogério Siqueira, pede cautela. Ele avalia que o governo poderia ter controlado a atividade e cobrado os tributos devidos, e lembra que o vício em apostas é um problema social que exige acompanhamento médico e psicológico.
O professor da Ufal Anderson Santos considera a proibição válida, mas diz que a União deveria apontar alternativas financeiras de curto prazo aos clubes. Procurado, o CSA não respondeu, e a Federação Alagoana de Futebol informou que não iria se manifestar.
Foto: Marcus Vinicius/Gazeta de Alagoas

