De Boca da Mata ao Museu do Amanhã: O alagoano que está no coração da Seleção Brasileira

Redação

18 de maio de 2026



Nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, o Brasil parou. No Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro, o técnico Carlo Ancelotti revelou ao mundo os 26 guerreiros escolhidos para levar o país à busca do tão sonhado hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026. Câmeras de todo o planeta apontadas para o palco. Microfones abertos. A nação verde e amarela em suspenso.
E ali, ombro a ombro com o maestro italiano mais famoso do futebol mundial, estava um alagoano. Um filho de Boca da Mat
Gustavo Feijó, atual Diretor de Seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), apareceu ao lado de Ancelotti nos momentos que antecederam o anúncio mais aguardado do futebol brasileiro em anos. A imagem, transmitida ao vivo para todo o Brasil, não passou despercebida para quem conhece a trajetória desse cartola discreto, de palavras medidas e influência silenciosa — mas absolutamente real.
Uma trajetória que começa no interior de Alagoas
Gustavo Dantas Feijó, 56 anos, não chegou ao topo do futebol brasileiro por acaso. Sua história começa em Boca da Mata, município do Agreste alagoano, onde construiu uma carreira política sólida, exercendo dois mandatos como prefeito entre 2013 e 2020. Antes disso, já havia deixado sua marca no futebol estadual: presidiu a Federação Alagoana de Futebol (FAF), entidade que administrou com pulso firme e que, sob sua gestão, ganhou projeção no cenário nacional.
A transição do futebol estadual para o nacional foi natural para quem sempre soube navegar nos dois mundos — o da política e o do esporte. Feijó chegou à CBF como vice-presidente em gestões anteriores, acumulando experiência e construindo relações que o tornaram um dos nomes mais respeitados nos bastidores do futebol brasileiro.
O retorno e a missão mais importante
Em outubro de 2025, com a chegada de Samir Xaud à presidência da CBF, Gustavo Feijó foi nomeado Diretor de Seleções — o cargo mais estratégico do departamento de futebol masculino da entidade. A missão: cuidar de tudo que envolve as seleções brasileiras, com foco especial na preparação para a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
Desde então, o alagoano não perdeu um único jogo da Seleção na era Ancelotti. Esteve presente em cada convocação, em cada viagem, em cada bastidor. Discreto como sempre — ele mesmo já declarou que ‘não gosta de oba-oba’ —, mas onipresente nas decisões que moldam o futuro do futebol brasileiro.
Alagoas no coração da Seleção
A imagem de Gustavo Feijó caminhando ao lado de Carlo Ancelotti no Museu do Amanhã, em meio ao frenesi da convocação para a Copa do Mundo, é mais do que um registro fotográfico. É um símbolo.
Não é pouca coisa. É história.
O momento histórico
A convocação desta segunda-feira marca o início da reta final da preparação brasileira para o Mundial. O Brasil, único país presente em todas as edições da Copa do Mundo, chega a 2026 com o peso de 24 anos sem título — o último hexacampeonato ainda é uma promessa que o país aguarda desde 2002. Ancelotti, contratado para realizar esse sonho, tem em Gustavo Feijó seu principal interlocutor dentro da CBF.
Antes de subir ao palco para anunciar os 26 escolhidos, o técnico italiano foi recebido com toda a pompa que o momento exigia. E foi exatamente nesse instante — registrado pelas câmeras e compartilhado nas redes sociais — que o alagoano Gustavo Feijó apareceu ao seu lado, sorridente, representando Alagoas no centro do mundo do futebol.
Orgulho alagoano
Para Alagoas, acostumada a ver seus filhos brilharem longe de casa — nas artes, na política, nas ciências —, ver um bocamataense no coração da maior seleção de futebol do planeta é motivo de orgulho legítimo e inegável.
Gustavo Feijó não chegou ao Museu do Amanhã por acidente. Chegou por competência, por experiência acumulada ao longo de décadas no futebol alagoano e brasileiro, e pela confiança depositada nele pela atual gestão da CBF.
Nesta segunda-feira, enquanto o Brasil inteiro aguardava o nome dos 26 convocados, Alagoas já tinha o seu representante no palco mais importante do futebol nacional. E ele estava exatamente onde merecia estar: ao lado do técnico da Seleção Brasileira, pronto para escrever mais um capítulo da história do futebol do país.

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