Os líderes da União Europeia encerraram nesta sexta-feira (16), em Bruxelas, uma cúpula de dois dias sem acordo sobre o orçamento de longo prazo do bloco e com um novo desafio financeiro: o pedido do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de mais 70 bilhões de euros em apoio financeiro e militar para o próximo ano.
O valor muda os planos europeus, que contavam com o empréstimo de 90 bilhões de euros concedido no ano passado para cobrir 2026 e 2027. A Comissão Europeia ficou encarregada de apresentar uma proposta para atender às necessidades de Kiev.
Os líderes reafirmaram apoio à Ucrânia, prometeram manter as sanções enquanto durar a invasão russa e criticaram um acordo sobre combustível firmado entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
No orçamento, a proposta da presidência irlandesa, que previa cortes de 141 bilhões de euros, foi descartada. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, assumirá as negociações e deve apresentar um novo texto antes da cúpula extraordinária de 26 de novembro.
A migração voltou a provocar atritos, especialmente entre a Dinamarca e a Espanha, que planeja regularizar 600 mil migrantes. Os líderes também cobraram novos instrumentos de defesa comercial contra a concorrência chinesa e discutiram a alta dos preços de energia.

