Amorim rebate Trump após fala sobre eleição brasileira: “Quem tentou fraudar foi a Meta”

Redação

26 de outubro de 2026

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, reagiu nesta segunda-feira (26) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pôs em dúvida a legitimidade do segundo turno da eleição presidencial brasileira sem apresentar provas.

Questionado por jornalistas sobre a derrota de Flávio Bolsonaro (PL), Trump afirmou que a votação “pareceu mais uma eleição fraudada” e classificou como “muito estranha” a prorrogação do horário de votação. Perguntado se tomaria alguma medida, respondeu: “Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos”. Ele também disse gostar de Lula e ter boa relação com o petista.

Em entrevista ao g1, Amorim afirmou que Trump está “mal informado” e que a declaração é contraditória. Segundo ele, a tentativa de interferir na eleição partiu da Meta, dona do Facebook e do Instagram, que estaria restringindo conteúdos da campanha de Lula. A campanha petista acionou a Justiça Eleitoral contra a empresa, que nega interferência.

Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro. O senador não reconhece o resultado e diz que vai à Justiça questionar a prorrogação do horário. Segundo o TSE, cerca de 35 mil eleitores votaram após as 17h, número insuficiente para alterar o resultado.

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