Ameaças falsas de bomba interromperam pelo menos 27 voos de passageiros na Europa nesta quinta-feira (5), forçando pousos não programados e levando caças a escoltar ou interceptar aeronaves, segundo a agência Reuters, em reportagem reproduzida pela Agência Brasil. Foi a segunda onda do tipo na semana: na terça-feira (3), ao menos sete voos e um navio de cruzeiro já haviam recebido ameaças.
Na França, o governo enviou caças para interceptar um voo da Aer Lingus que ia de Dublin a Roma e escoltá-lo até uma base aérea em Évreux. Na Bulgária, a Força Aérea escoltou três aviões até o solo, e um voo da Ryanair entre Londres e Sófia foi desviado para Plovdiv. Também houve aeronaves retidas e revistadas em Madri, Varsóvia e Copenhague.
Na Itália, um e-mail enviado a companhias aéreas e operadores dos aeroportos de Fiumicino, em Roma, e Malpensa, em Milão, alegava que dispositivos haviam sido colocados em voos vindos de Helsinque e Dublin e que explodiriam em 60 minutos. A autoria não foi confirmada.
Nenhum país atribuiu oficialmente a responsabilidade pelas ameaças. Elas ocorrem num momento em que autoridades europeias acusam a Rússia de promover sabotagens e “ataques híbridos” no continente. Analistas consideram a ligação uma possibilidade realista, mas não descartam ações individuais ou imitações. Rússia e Irã negam qualquer envolvimento.
Foto: Bigtomsky/Wikimedia Commons (domínio público) – aeroporto de Fiumicino, em Roma, imagem ilustrativa

