O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) voltou a registrar estoque crítico de sangue, dispondo atualmente de apenas 25,4% do percentual mínimo necessário para atender maternidades e hospitais do estado. Em números absolutos, o órgão conta com apenas 89 bolsas, quando seriam necessárias no mínimo 350 para garantir funcionamento estável da rede de saúde.
A situação preocupa gestores, já que qualquer oscilação na demanda por transfusões pode comprometer cirurgias, partos e atendimentos de urgência em todo o estado. Para reverter o quadro, o Hemoal reforça a convocação de doadores voluntários.
Podem doar pessoas com boa saúde, entre 16 e 69 anos e peso igual ou superior a 50 quilos, mediante apresentação de documento oficial com foto ou do aplicativo e-Gov. Já quem teve doença de Chagas, Aids, sífilis ou hepatite após os 11 anos está permanentemente impedido de doar. Tatuagem, piercing ou micropigmentação recente também impedem a doação, mas apenas por 12 meses.
Diante do cenário, hospitais da capital, como o Hospital da Cidade, têm mobilizado colaboradores em campanhas internas de doação, em parceria com hemocentros, para tentar amenizar o desabastecimento. Uma única doação pode salvar até quatro vidas, reforça a unidade.

