Anvisa aprova testes em humanos de vacina brasileira contra a malária desenvolvida pela UFMG

Redação

8 de outubro de 2026

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o início dos testes em humanos da Vivaxin, vacina contra a malária desenvolvida pelo CTVacinas, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em colaboração com a USP e o laboratório Cristália. A autorização consta de resolução de 6 de outubro e foi anunciada nesta quarta-feira (7).

O imunizante tem como alvo o Plasmodium vivax, espécie responsável pela maior parte dos casos de malária no Brasil e nas Américas. Ainda não existe, em nenhum lugar do mundo, vacina contra esse parasita: os imunizantes recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) atuam contra o Plasmodium falciparum.

Na fase 1, os pesquisadores vão avaliar a segurança, as reações e a capacidade da vacina de estimular o sistema imunológico. Participarão 48 adultos saudáveis, de 18 a 59 anos, que nunca tiveram malária. Eles receberão três doses da vacina ou de placebo, com intervalo de 28 dias, em três níveis de dosagem, e serão acompanhados por 360 dias no Centro de Pesquisas Clínicas do Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte.

Segundo a OMS, foram cerca de 9,9 milhões de casos de malária por P. vivax no mundo em 2024. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou 118.037 casos autóctones em 2025, mais de 99% deles na região amazônica. O plano nacional prevê eliminar a transmissão local da doença até 2035.

O projeto tem financiamento do MCTI, do FNDCT, da Finep e do Ministério da Saúde.

Foto: CT-Vacinas/UFMG

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